4.2 – Alquimia da Atração

Se você está gastando energia, tempo e dinheiro tentando falar com “todo mundo”, pare agora. Esse é o grande erro que consome consultores: **acreditar que todo mercado é um amontoado homogêneo**, que merece a mesma atenção. A verdade dura é simples e libertadora: apenas 3% (sim, um número pequeno) de qualquer público está pronto para comprar neste exato momento. O seu trabalho como consultor é encontrar esses 3% — e fazer com que eles se identifiquem sozinhos com você.

A fórmula prática: Capturar → Relacionar → Ofertar

O processo de atração pode (e deve) ser operacionalizado em três fases claras — e replicáveis.

1) Capturar atenção

Você provoca uma **situação agitada** na cabeça do empresário: toca na dor, expõe o sintoma, faz o problema ficar impossível de ignorar. Isso pode ser um conteúdo, um anúncio, um post técnico com exemplos, uma pesquisa, ou um diagnóstico gratuito. O objetivo aqui é levar a pessoa a dar um pequeno passo (preencher um formulário, marcar uma sessão, deixar contato).

2) Criar relacionamento (aumentar consciência)

Na sessão de diagnóstico você não vende imediatamente — você **traz clareza**. Mostre a separação entre situação atual (o que está acontecendo) e situação desejada (o futuro possível). *Clareza gera desejo*. Esse é o momento de educar, desenhar a realidade e posicionar sua solução como a ponte entre o agora e o futuro.

3) Ofertar (conversão)

Depois da consciência vem a oferta: coloque o seu método como veículo que leva o cliente ao estado desejado. Os verdadeiros mestres não vendem serviços — **vendem futuros**. Venda um resultado transformado, não uma lista de tarefas.

Observação operacional: capture contatos (e-mail, WhatsApp, telefone). Esses são os ativos reais que permitem mover alguém das fases 1 → 2 → 3.

Seleção natural aplicada à atração de clientes

Use a lógica da evolução a seu favor. Assim como na natureza, no mundo dos negócios sobrevive quem melhor se adapta ao ambiente. Aplicar seleção natural significa estimular o mercado e deixar os clientes “se identificarem”. Exemplos do vídeo que não podem ser ignorados:

Exemplos que ensinam

  • Besouros: alguns nascem verdes, outros marrons; os mais camuflados sobrevivem. Nas suas estratégias, alguns leads “se camuflam” como clientes prontos e outros não. Identifique os sinais.
  • Leoa: ela não persegue todos os animais com a mesma força — observa, intimida, espera que as presas vulneráveis se revelem. Você também deve observar comportamentos do nicho e mirar apenas nos vulneráveis (ou seja, nos prontos).
  • Caso prático — o lojista e o “steve madem”: com mais de 20 designs, o lojista não podia produzir tudo. O que ele fez? Instalou displays em locais estratégicos, colocou um par de cada modelo (produto mínimo viável), observou quais modelos receberam marcação/pedido, e só então produziu em escala. Ele deixou a seleção natural do mercado escolher os vencedores — e evitou desperdício.

Esse exemplo resume duas lições centrais: **teste rápido (MVP)** e **estimule para identificar**. Deixe que o mercado indique quem está pronto.

O papel do consultor — não é consertar tudo, é conduzir evolução

Como consultor, seu papel é **encontrar nichos onde os fatos mudaram** — e então conduzir esses empresários para evoluir. Há três focos fundamentais:

  1. Evoluir sua percepção da realidade: adote o paradigma da alquimia — enxergue o mercado como um ecossistema em evolução, não como um público homogêneo.
  2. Evoluir seu trabalho e rendimento: implemente um método científico de consultoria; teste hipóteses, aprenda, escale apenas o que funciona.
  3. Treinar para avançar empresários: sua missão é ajudar seu nicho a evoluir — os que evoluem sobrevivem; os que resistem desaparecem.

Como aplicar tudo isso — passo a passo prático (mantendo o tom direto)

1 — Escolha um nicho específico

Sem nicho você espalha energia. Escolha um grupo definido de empresários e aprenda a linguagem, dores e desejos desse grupo.

2 — Pesquisa e levantamento de hipóteses

Liste dores, desejos e sinais comportamentais. Crie hipóteses sobre o que vai agitar esse público e como eles demonstram prontidão para comprar.

Exercício 1 — mapa de dores (faça agora):

  1. Escolha o nicho (ex.: clínicas odontológicas de médio porte).
  2. Liste as 6 maiores dores que você imagina que esse nicho vive.
  3. Para cada dor, escreva 1 sinal observável que indique que o empresário está pronto para agir (ex.: redução de faturamento por X meses; reclamações de clientes; turnover alto).

3 — Agite o mercado com estímulos MVP

Crie um produto mínimo viável: um diagnóstico rápido, uma amostra de serviço, um mini-relatório gratuito, uma vitrine com opções limitadas. Observe quem marca, quem encomenda e quem ignora.

Exercício 2 — plano MVP em 7 dias:

  1. Defina 3 variações de estímulos (ex.: vídeo curta, checklist, diagnóstico grátis).
  2. Publique/coloque à prova em 3 canais (LinkedIn, e-mail, grupo de nicho).
  3. Registre respostas: quem pediu mais info, quem deu contato, quem marcou sessão.

4 — Use a seleção natural para filtrar

Observando respostas você deixa a seleção natural acontecer: os mais vulneráveis/necessitados se manifestam. Foque apenas neles — **mira laser**.

5 — Roteiro da sessão de diagnóstico (modelo)

  • Abrir: confirmar qual é a dor que o empresário sente (1–2 perguntas sucintas).
  • Mapear: fazer o empresário descrever consequências (financeiras, operacionais, humanas).
  • Clarificar: separar situação atual vs. situação desejada (perguntas que provoquem visão de futuro).
  • Posicionar: explicar, sem vender tecnicamente, como sua oferta funciona como veículo para o estado desejado.
  • Fechar: proposta/seguimento apenas se o empresário demonstrar prontidão.

Exercício 3 — script de diagnóstico:

  1. Escreva 5 perguntas para descobrir a situação atual.
  2. Escreva 3 perguntas que provoquem o empresário a descrever o estado desejado.
  3. Prepare 2 frases (curtas) que mostrem como sua oferta é a ponte entre os dois.

Regras práticas — para não desperdiçar energia

  • Não fale com todo mundo. Mire em um nicho e deixe a seleção natural identificar o pronto.
  • Teste rápido (MVP) em pequena escala antes de investir em produção/escala.
  • Use estímulos que obrigam ação (formulário curto, marcação de sessão, pedido de orçamento).
  • Transforme cada contato em ativo (e-mail/WhatsApp/telefone) — esses são seus pontos de poder.

Tom motivacional — por que isso vai mudar seu jogo

Quando você adota esse paradigma, deixa de ser um curioso que tenta abraçar tudo e se torna um consultor que domina um nicho. Você passa a controlar desperdícios, escalar só o que funciona e, mais importante, a cumprir um papel essencial: **ajudar empresas a evoluir para sobreviver e prosperar**. Como disse no conteúdo, quem se adapta prospera. Quem insiste no passado fica para trás.

Conclusão — sua missão de consultor

Resumindo: escolha nicho, pesquise, agite com MVPs, deixe a seleção natural apontar os prontos e converta oferecendo futuros. Você não está aqui para resolver tudo para todo mundo — está aqui para ser a ponte para quem quer e pode evoluir. Execute com disciplina esse fluxo: Capturar → Relacionar → Ofertar. Teste rápido. Aprenda rápido. Escale apenas o que sobrevive.

Checklist rápido (cole no seu planner):

  • 🔲 Nicho definido
  • 🔲 6 dores e 6 sinais de prontidão mapeados
  • 🔲 1 MVP pronto para testar (7 dias)
  • 🔲 Formulário/fluxo para capturar contatos
  • 🔲 Script de diagnóstico pronto

Pratique essa alquimia: estimular, observar, selecionar. SerConsultorPRO sabe que quem segue esse método deixa de depender da sorte para começar a construir um funil que realmente funciona.

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